quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

AS FONTES DA VIDA NA ALIMENTAÇÃO NATURAL


De acordo com uma antiquíssima experiência médica e com o atual conhecimento científico, a maior parte das doenças são conseqüência exclusiva de uma alimentação errada, ou de hábitos alimentícios antinaturais, mantidos e alentados durante tanto tempo que chegaram a provocar doenças e dores crônicas de toda a espécie, reduzindo e até mesmo destruindo a nossa potência vital ou a nossa alegria de viver.
Esta convicção vai-se impondo a círculos cada dia mais numerosos da nossa população, muito embora ainda não constitua um conhecimento geral, nem seja ainda tão vital que dele se possam extrair deduções práticas para este modo quotidiano de viver. Na maioria dos casos, a comoção fisiológica e psicológica, como conseqüência de alguma enfermidade grave, impõe a decisão de melhorar o nosso modo de pensar, o que nos leva a procurar melhorar, seguindo o melhor caminho, e a compreender que o estado de saúde de cada um depende do seu modo de viver.
A este propósito temos de esclarecer que a saúde e a enfermidade não são meros problemas materiais, pois não se trata simplesmente de doença ou de saúde, mas sim de, como seres racionais completos, estarmos sãos ou enfermos. A enfermidade é um problema físico e moral, que abrange a pessoa toda. O melhoramento físico deve ser acompanhado de uma recuperação da ordem na nossa consciência, tanto mais quanto o conteúdo do nosso mundo espiritual é de uma importância às vezes decisiva para a estrutura orgânica e suas funções e, por conseqüência, para a enfermidade e para a saúde, para a vida e para a morte.
A discórdia, a luta, o temor, as preocupações, a vulgaridade, a angústia, a vileza, a perversidade, a paixão, são para o corpo e a alma como um alimento antinatural ou tóxico. Se, pelo contrário, a nossa mente se ocupar de temas valiosos, bem harmonizados, sentiremos certa potência depuradora e sanadora no nosso estado físico. A saúde não só compreende o fisiológico, como também o mais íntimo do nosso ser, isto é, o coração e a sensibilidade de cada um.
A alimentação chegou a converter-se, hoje, por muitas causas, num problema complexo. A progressiva industrialização, o crescimento das cidades, os transportes para maiores distâncias e os necessários armazenamentos, são fatores que conduzem, inevitavelmente, a perdas no seu valor e propriedades. O grande caminho que têm de percorrer desde o produtor até o consumidor, criou, igualmente, a necessidade de se recorrer a processos e tratamentos de conservação que, com freqüência, resultam também bastante prejudiciais para o valor biológico dos alimentos.
Os hábitos de alimentação da moderna sociedade industrializada, com a sua preferência para os chamados alimentos "puros" (como o açúcar branco, a flor de farinha e o sal comum), a grande quantidade de carnes brancas, as gorduras e os azeites elaborados industrialmente, são também culpados, em grande parte, pelo aparecimento de enfermidades da civilização, por defeitos constitucionais e por outros numerosos transtornos da saúde.
A investigação médica trabalha hoje com afinco para conhecer o efeito dos alimentos no organismo e isolar os seus fatores ativos, sobretudo as vitaminas, os hormônios, os fermentos e os sais inorgânicos.
Juntamente com os processos de tratamento físico e medicamentoso, o tratamento alimentar, como base de todas as nossas medidas preventivas e curativas, tem hoje uma importância que cresce continuamente, conforme a realidade que hoje se verifica do velho conceito:
“Os nossos alimentos devem ser os nossos medicamentos.”
ERNST SCHNEIDER

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Os 10 alimentos mais poderosos



Para se ter uma alimentação saudável é necessário a escolha de alimentos que garantam uma saúde de qualidade e também ajudem a manter um peso ideal. Uma boa alimentação conduz ao desenvolvimento físico e mental às pessoas, sejam crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Ressalta-se que ao longo da vida, as necessidades do nosso corpo vão sofrendo alterações, pois com o passar dos anos o organismo humano sofre alterações no seu metabolismo, dependendo do estilo de vida de cada um.

Desse modo, temos que saber qual é a melhor forma de nos alimentar de maneira saudável. Nos ensinamentos da Dra. Mariana Ferri d' Avila¹, Nutricionista Especialista em nutrição esportiva, funcional e ortomolecular, trouxemos aqui uma lista com os 10 melhores alimentos para a saúde:

Chá verde: Essa erva proveniente da Cammelia sinesis, é rica em potássio, manganês, ácido fólico, em vitaminas C, K, B1 e B2 e ainda rica contém flavonóides, antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce e inúmeras doenças. Assim, sabemos que o chá verde ajuda a diminuir o colesterol LDL (ruim), previne câncer, auxilia no controle da pressão arterial, melhora o sistema imunológico e ainda acelera o metabolismo favorecendo assim, o emagrecimento.

Quantidade recomendada: Se for sob a forma de chá, consumir 3 xícaras ao dia, sem adoçar. Mas atenção, não consumi-lo muito quente para não prejudicar o estômago. Se quiser, pode misturar o chá com suco de abacaxi, sempre sem açúcar.
 

Uva vermelha: A uva vermelha, presente no vinho tinto seco ou no suco integral, contém inúmeros nutrientes, mas podemos destavar o resveratrol, antioxidante que ajuda a aumentar o colesterol HDL (bom), reduz o colesterol LDL (ruim) e evita o acúmulo de gordura nas artérias (arterioesclerose), prevenindo doenças do coração e aumento da pressão arterial.

Quantidade recomendada: Se for sob a forma de suco integral, beber 2 copos, sendo 1/3 de água e o restante de suco. Se for o vinho tinto seco, beber 1 taça de 100mL por dia, mas sempre sob orientação de um profissional.


Peixes: Apesar de o Brasil ser um país com uma grande quantidade de peixes pelo vasto litoral, a população não tem o hábito de consumi-los freqüentemente. Os peixes em geral, são ricos em ômega 3, que ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares e câncer. Além disso, ajudam a controlar a pressão arterial, podem ter efeito positivo no tratamento da depressão e melhoram a memória. Os peixes mais ricos nessa gordura boa são a sardinha, o atum e o salmão.

Quantidade recomendada: Sempre assado, grelhado ou cozida (nunca frito) na quantidade mínima de 200 gramas por semana, divididos em 3 dias.

Azeite de oliva extra-virgem: Óleo saudável, rico em gordura insaturada, vitamina E e compostos fenólicos. É excelente para controle da pressão arterial, prevenção de doenças cardiovasculares, aumento do colesterol HDL (bom) e redução do LDL (ruim), prevenção de câncer e ainda ajuda a melhorar a disposição.

Quantidade recomendada: Sempre devemos consumi-lo em temperatura ambiente, na quantidade de 2 colheres de sopa por dia.


Abacaxi: Essa fruta tropical é rica em vitaminas C, betacaroteno, complexo B, inúmeros minerais, fibras e Bromelina, enzima que melhora a digestão. Além disso, é excelente para quem quer emagrecer, ajuda no controle dos níveis de colesterol, triglicérides, glicemia, pressão arterial, previne câncer de estomago e intestino, melhora o ganho de massa muscular, previne anemias, reduz a retenção de líquidos e melhora a pele.

Quantidade recomendada: 2 fatias de abacaxi ou 2 copo de suco sem adoçar, de preferência após as principais refeições e ainda associada ao hortelã.

Alho: Muito comum dentre os temperos, contém inúmeras substâncias que reduzem inflamações, ajudam nos problemas respiratórios, controla a pressão arterial e protege o coração ao diminuir a taxa de colesterol ruim e aumentar os níveis do colesterol bom. Além disso, previne o envelhecimento precoce e o câncer por ser rico em antioxidantes.

Quantidade recomendada: um dente por dia, podendo ser cru ou dentre os ingredientes das receitas diárias.

Linhaça: Grão rico em carboidrato, proteínas, fibras alimentares e ácidos graxos poliinsaturados. Dentre os principais benefícios, ajuda no funcionamento do intestino, combate a acne, previne câncer e doenças cardiovasculares.

Quantidade recomendada: 2 colheres de sopa ao dia, sempre triturada e nunca misturada ao leite e derivados.

Soja: Esse grão é rico em flavonóides (isoflavona), vitaminas e minerais, e por isso ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e cólon, e a amenizar os incômodos da menopausa, como irritabilidade, insônia e ondas de calores. Outro benefício desse grão é para quem busca aumento de massa muscular e redução de gordura corporal.

Quantidade recomendada: O ideal é consumir 150 gramas oi 1 xícara de chá de grão de soja por dia, de preferência cozido a vapor.
 Castanha do Pará: Essa fruta oleaginosa contém grandes quantidades de vitaminas e minerais, principalmente o selênio, que atua no controle da tireóide, ajuda na prevenção de infarto, derrame, hipertensão arterial, câncer e diabetes. Por também ser rica em zinco, auxilia na melhora do sistema imunológico. Outro benefício é para quem quer perder peso, pois ajuda no emagrecimento.

Quantidade recomendada: 1 a 4 unidades ao dia. Mas atenção, não ultrapassar essa recomendação, pois é rica em calorias e pode levar ao aumento de gordura corporal quando estiver em excesso.

Quinoa: Esse grão é considerado pela ONU (Organizaçao das Nações Unidas) como alimento completo, perfeito. Isso porque é rica em aminoácidos, vitaminas, minerais, carboidratos, fibras e nutracêuticos. Com isso, seu consumo garante melhorar a saúde como um todo e não há contraindicação ao seu consumo. Estudos mostram que ela ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer, derrame, prisão de ventre, fadiga, cansaço, preguiça e depressão. Ainda ajuda a emagrecer e melhora o sistema imunológico. Além disso, é fácil de cozinhar, pois pode ser feita da mesma forma que o arroz, ou podemos encontrá-la sob a forma de flocos ou pó.

Quantidade recomendada: Para obter seus benefícios, basta comer 3 xícaras por semana do grão cozido ou em flocos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Como fazer uma boa dieta


Por que grande parte dos regimes não funcionam e o que devemos saber para fazer uma boa dieta?

  
A obesidade é o acúmulo excessivo de gorduras no organismo. A partir do momento que uma pessoa ultrapassa a faixa de 10 a 15% do seu peso é considerada obesa. Atualmente, um índice bastante utilizado para esta avaliação é o IMC – Índice de Massa Corporal, que é calculado dividindo-se o peso de uma pessoa pela sua altura elevada ao quadrado, cujos resultados são os seguintes:

− IMCs entre 18,5 e 25 correspondem ao peso ideal da pessoa;
− acima de 25 a pessoa está acima do peso;
− abaixo de 18 magra demais.

Hoje, a obesidade causa mais mortes que a aids, diabetes, hipertensão e infarto.
A obesidade pode estar relacionada com diversas causas como, por exemplo:

− alterações metabólicas: a pessoa nem sempre exagera na alimentação, mas possui uma doença endócrina.
− alimentação incorreta: a pessoa, por ansiedade ou gula, ingere alimentos não saudáveis. Essa alimentação é a responsável por 80% dos casos de obesidade.

Inúmeras pessoas já tentaram emagrecer, escolhendo um entre tantos tipos de regime que existem. O que podemos perceber no cotidiano dessas pessoas é que quase sempre esses regimes terminam em fracasso. Vários podem ser os motivos da desistência, porém um dos principais é a rigidez da dieta. As pessoas querem sempre perder peso rápido e sem esforço. Porém, se esquecem de que viveram anos e anos com hábitos alimentares incorretos, preparando os alimentos de maneira errada, ingerindo-os sem critério, sem nenhuma disciplina alimentar. Como será possível, do dia para noite, eliminar o excesso de peso? Sem dúvida, não é esse o caminho a seguir. Uma vez que o processo de obesidade se desenvolve lentamente, para se eliminar peso o processo é mais rápido, mas é necessário agir com critério para se evitar uma agressão ao organismo. Sendo assim, os resultados serão mantidos e não se correrá o risco de perdê-los.


Os resultados definitivos existem na mesma proporção das mudanças de hábitos definitivos. Quando uma pessoa emagrece e depois ganha mais peso do que já havia perdido, ocorre o chamado efeito “sanfona”, o que tem se tornado uma rotina na vida das pessoas que fazem regimes desequilibrados.
Uma boa dieta está associada à ingestão dos nutrientes necessários ao dia-a-dia de uma pessoa, sem que ocorra agressão ao seu organismo e sim uma perfeita combinação de alimentos e de mudanças de hábitos alimentares. Quando esta mudança é flexível, os resultados são mais satisfatórios, com menor risco de uma compulsão alimentar e uma maior facilidade na manutenção do peso.
A melhor dieta ainda é uma dieta equilibrada de quantidades corretas de carboidratos, fibras, gorduras e proteínas.
Veja e perceba a diferença entre os regimes tradicionais e a opção por mudanças definitivas para bons hábitos alimentares.

Regimes tradicionais: são genéricos, com tendência à compulsão alimentar, associados ao sofrimento e à fome.


Mudança de hábito alimentar: prevê a manutenção do peso; é educativa, flexível e versátil, proporcionando eliminação de peso sustentável. Essa opção é aliada a duas coisas maravilhosas: bem-estar e satisfação.

Porém, lembre-se: eliminar peso não significa “fechar a boca e pronto”. Essa prática (não comer) pode causar danos irreparáveis à saúde, como, por exemplo, desequilíbrio hormonal com conseqüências gravíssimas.
Com relação às pessoas que fizeram cirurgia para redução do estômago, verifica-se que a maioria, depois de aproximadamente um ano após a cirurgia, volta a ganhar peso. Perceba que estas pessoas operaram o estômago, mas não a cabeça, pois para emagrecer e manter-se no peso é necessário o permanente acompanhamento psicológico e jamais se descuidar da alimentação. Isso se aplica em qualquer caso dessa natureza.
Enfim, toda a alimentação deve ser dirigida para o equilíbrio do metabolismo. Devemos procurar alimentos de alto valor nutritivo e baixo valor calórico. Assim, é importante dar preferência aos alimentos naturais e à forma correta de prepará-los, ou seja, o cozimento a vapor.

Fonte: Hilton Claudino. Mulher! Manual de saúde e beleza 100% naturais. – São Paulo: Elevação, 2008.