segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Como fazer uma boa dieta


Por que grande parte dos regimes não funcionam e o que devemos saber para fazer uma boa dieta?

  
A obesidade é o acúmulo excessivo de gorduras no organismo. A partir do momento que uma pessoa ultrapassa a faixa de 10 a 15% do seu peso é considerada obesa. Atualmente, um índice bastante utilizado para esta avaliação é o IMC – Índice de Massa Corporal, que é calculado dividindo-se o peso de uma pessoa pela sua altura elevada ao quadrado, cujos resultados são os seguintes:

− IMCs entre 18,5 e 25 correspondem ao peso ideal da pessoa;
− acima de 25 a pessoa está acima do peso;
− abaixo de 18 magra demais.

Hoje, a obesidade causa mais mortes que a aids, diabetes, hipertensão e infarto.
A obesidade pode estar relacionada com diversas causas como, por exemplo:

− alterações metabólicas: a pessoa nem sempre exagera na alimentação, mas possui uma doença endócrina.
− alimentação incorreta: a pessoa, por ansiedade ou gula, ingere alimentos não saudáveis. Essa alimentação é a responsável por 80% dos casos de obesidade.

Inúmeras pessoas já tentaram emagrecer, escolhendo um entre tantos tipos de regime que existem. O que podemos perceber no cotidiano dessas pessoas é que quase sempre esses regimes terminam em fracasso. Vários podem ser os motivos da desistência, porém um dos principais é a rigidez da dieta. As pessoas querem sempre perder peso rápido e sem esforço. Porém, se esquecem de que viveram anos e anos com hábitos alimentares incorretos, preparando os alimentos de maneira errada, ingerindo-os sem critério, sem nenhuma disciplina alimentar. Como será possível, do dia para noite, eliminar o excesso de peso? Sem dúvida, não é esse o caminho a seguir. Uma vez que o processo de obesidade se desenvolve lentamente, para se eliminar peso o processo é mais rápido, mas é necessário agir com critério para se evitar uma agressão ao organismo. Sendo assim, os resultados serão mantidos e não se correrá o risco de perdê-los.


Os resultados definitivos existem na mesma proporção das mudanças de hábitos definitivos. Quando uma pessoa emagrece e depois ganha mais peso do que já havia perdido, ocorre o chamado efeito “sanfona”, o que tem se tornado uma rotina na vida das pessoas que fazem regimes desequilibrados.
Uma boa dieta está associada à ingestão dos nutrientes necessários ao dia-a-dia de uma pessoa, sem que ocorra agressão ao seu organismo e sim uma perfeita combinação de alimentos e de mudanças de hábitos alimentares. Quando esta mudança é flexível, os resultados são mais satisfatórios, com menor risco de uma compulsão alimentar e uma maior facilidade na manutenção do peso.
A melhor dieta ainda é uma dieta equilibrada de quantidades corretas de carboidratos, fibras, gorduras e proteínas.
Veja e perceba a diferença entre os regimes tradicionais e a opção por mudanças definitivas para bons hábitos alimentares.

Regimes tradicionais: são genéricos, com tendência à compulsão alimentar, associados ao sofrimento e à fome.


Mudança de hábito alimentar: prevê a manutenção do peso; é educativa, flexível e versátil, proporcionando eliminação de peso sustentável. Essa opção é aliada a duas coisas maravilhosas: bem-estar e satisfação.

Porém, lembre-se: eliminar peso não significa “fechar a boca e pronto”. Essa prática (não comer) pode causar danos irreparáveis à saúde, como, por exemplo, desequilíbrio hormonal com conseqüências gravíssimas.
Com relação às pessoas que fizeram cirurgia para redução do estômago, verifica-se que a maioria, depois de aproximadamente um ano após a cirurgia, volta a ganhar peso. Perceba que estas pessoas operaram o estômago, mas não a cabeça, pois para emagrecer e manter-se no peso é necessário o permanente acompanhamento psicológico e jamais se descuidar da alimentação. Isso se aplica em qualquer caso dessa natureza.
Enfim, toda a alimentação deve ser dirigida para o equilíbrio do metabolismo. Devemos procurar alimentos de alto valor nutritivo e baixo valor calórico. Assim, é importante dar preferência aos alimentos naturais e à forma correta de prepará-los, ou seja, o cozimento a vapor.

Fonte: Hilton Claudino. Mulher! Manual de saúde e beleza 100% naturais. – São Paulo: Elevação, 2008.

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